Comprar casa é um grande objectivo para muitas pessoas. A compra da primeira casa representa uma nova etapa da vida, um sonho concretizado e é por isso fácil começar a idealizar como seria a decoração, imaginar-nos no jardim a relaxar ou na varanda a tomar o pequeno-almoço. Mas a decisão de comprar casa deve sempre ser ponderada. Apresentamos-lhe, por isso, alguns pontos a equacionar antes da compra.
1 – Timing para Comprar Casa
O valor dos imóveis estão dependentes da lei da oferta e da procura e do contexto econónimo, podendo sofrer grandes oscilações. Neste sentido, deve ponderar qual a melhor altura para comprar a sua primeira casa, em especial se recorrer ao crédito à habitação.
Atendendo ao facto do valor da EURIBOR se encontrar em valores mínimos, o financimento para habitação é agora mais acessível. Também as reduções do spread oferecidas por alguns bancos, representam boas oportunidades.
2- Planos a Longo Prazo
Apesar da primeira casa que compra ser provavelmente para habitação própria, é útil considerar se a longo prazo ponderaria vender o imóvel. Nesta situação, a localização poderá impactar o valor que poderá vir a ganhar, bem como reflectir-se-á no número de possíveis compradores. A acessibilidade, proximidade de escolas, de hospitais e outros serviços públicos, de comércio e transportes são factores que concorrem para inflaccionar o valor dos imóveis. Todavia, a localização afecta também o valor de IMI, pelo que pode ponderar entre um menor custo no presente ou obter ganhos futuros.
3 – Tamanho e Tipologia
À primeira vista, uma casa de maior dimensão pode ser apelativo. Porém uma casa maior implica também maiores custos, não apenas no valor final da compra do imóvel, mas com custos de manutenção e os impostos que lhe estão associados.
4 – Colocar o Imóvel no Mercado de Arrendamento
Se o seu objectivo é comprar casa para arrendar, é importante realizar um pequeno estudo de mercado para aferir as zonas com maior procura para arrendamento.
Por sua vez, deve ainda considerar, no caso de solicitar o crédito, e apesar de liquidar o valor mensal da prestação com a renda do imóvel, que as condições implicam um spread mais elevado e um prazo de financiamento mais curto.
5 – Compare Opções de Financiamento
Geralmente, o banco escolhido para o crédito à habitação é aquele com o qual o comprador tem algum tipo de relação. Porém poderá poupar algum dinheiro se comparar várias opções, onde poderá conseguir melhores taxas de juro, de seguro e comissões. Este conhecimento poderá ainda ser útil para negociar com o banco que pretende.
De salientar que, para comparar as várias simulações deve ter em atenção vários elementos, que comportam a TAEG e o valor total imputado, mas também o spread e a prestação mensal.
6 – Taxas de Juro
As taxas de juro variam em função da EURIBOR, que apesar de se encontrar neste momento em mínimos históricos, é impossível prever as oscilações futuras. Assim, optar por uma taxa variável pode neste momento representar uma prestação mais baixa, mas estará sujeito à incerteza de a dado mês ver a sua prestação subir. A única forma de acautelar esta situação é optar por uma taxa fixa de juro.
7 – Estabeleça um Orçamento
Ter algum valor para a entrada da casa é hoje essencial para a aprovação do crédito à habitação. Dificilmente os bancos financiam empréstimos a 100 % (as excepções prendem-se com imóveis do próprio banco, que actualmente não abundam no mercado), em geral o valor financiado pode ir no máximo a 90% do valor da avaliação, pelo que deve dispor de pelo menos 10% do valor do imóvel. Para a procura do imóvel, pode assim definir um valor máximo, segundo o que consegue cobrir de entrada e atendendo também à taxa de esforço que a prestação mensal representa nas suas despesas.
8– Fundo de emergência
Mesmo que na altura em que contrai o crédito à habitação esteja numa situação financeira estável, há que equacionar imprevistos (como uma situação de desemprego involuntário, uma despesa inesperada…). Para fazer face a situações deste género, é útil ter algum dinheiro de parte que garanta o pagamento da prestação mensal da casa.
9 – Pondere arranjar ajuda profissional
Pode optar por tratar de todo processo sozinho e explorar as diversas opções disponíveis no mercado por si próprio. Porém, obter a ajuda de um agente que trabalhe para si pode aliviar muita da ansiedade que o processo implica, ocupando-lhe também menos tempo. Um profissional pode aconselhá-lo em termos de localização, relação qualidade/preço, estado do imóvel, valorização casa, entre outros aspectos e pode ainda conduzi-lo em termos financeiros, ajudando com o crédito.
10 – Orçamento para Custos Adicionais
Ao comprar casa é importante considerar que o valor que irá despender não será apenas o valor de venda do imóvel. Esta transacção implica impostos, como o IMI, o IMT e o Imposto de Selo, bem como comissões e taxas associadas ao crédito habitação. Por isso, além do valor de entrada de que dispõe, deverá ter de parte um valor para fazer também face a estas despesas.
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